LibreSprite vs Aseprite: Diferenças e Qual Usar
LibreSprite vs Aseprite: de qual versão o fork saiu, licença, preço, recursos que só o Aseprite tem, compatibilidade do .ase e quando o grátis basta no jogo.
LibreSprite vs Aseprite: Diferenças e Qual Usar
LibreSprite vs Aseprite é a comparação entre o original e o fork gratuito que nasceu dele. O LibreSprite partiu do código do Aseprite de agosto de 2016, quando o Aseprite deixou a licença GPL, e desde então os dois seguem caminhos separados. Na prática: a interface é quase a mesma, o LibreSprite é grátis e open source, e o Aseprite tem quase uma década de recursos a mais.
A pergunta útil não é "qual é melhor", e sim "o que falta no gratuito faz falta no meu jogo". Este post mostra a origem exata do fork, as diferenças concretas de recurso, o que acontece com seus arquivos .ase e quando o LibreSprite basta.
De onde vem o LibreSprite
O README oficial do LibreSprite conta a história. O Aseprite, criado por David Capello, era distribuído sob a GNU GPL versão 2 e passou para uma licença proprietária em 26 de agosto de 2016. O LibreSprite foi criado a partir do último commit coberto pela GPL v2, feito naquele mesmo dia. No código desse commit, a versão do Aseprite aparece como 1.1.8-dev.
Ou seja, o LibreSprite começou como um Aseprite 1.1.x e foi desenvolvido de forma independente desde então. Ele mantém a licença GPL v2, o que significa código aberto, uso livre e liberdade para redistribuir.
O projeto está ativo. A versão mais recente no GitHub é a 1.3, publicada em 2 de outubro de 2026, com binários para Windows (instalador e ZIP), Linux (AppImage) e macOS (Intel e Apple Silicon). Entre as mudanças dessa versão estão opções extras de simetria, tamanho máximo de pincel de 256 pixels, atalho para o modo tiled, rolagem invertida e correções de segurança no carregamento de arquivos e no sistema de scripts.
LibreSprite vs Aseprite: licença e preço
| LibreSprite | Aseprite | |
|---|---|---|
| Licença | GPL v2 (open source) | Proprietária (EULA) |
| Preço | Grátis | R$ 67,99 na Steam (out/2026), compra única |
| Código-fonte | Aberto, pode redistribuir | Disponível no GitHub; pode compilar e modificar para uso pessoal, não pode distribuir |
| Versão atual | 1.3 (02/10/2026) | 1.3.18.6 (22/09/2026) |
| Plataformas | Windows, macOS, Linux | Windows, macOS, Linux |
O preço do Aseprite é na Steam brasileira, conferido em outubro de 2026 (US$ 19,99 na loja americana). Quem compra pelo site oficial recebe o instalador e também uma chave da Steam. Existe ainda a rota de compilar o Aseprite de graça para uso pessoal, que o contrato de licença permite; o post Aseprite vale a pena? explica quando ela compensa. Aqui, o foco é o fork.
Recursos que só o Aseprite tem
Tudo o que entrou no Aseprite depois de agosto de 2016 ficou de fora do LibreSprite. Os que mais pesam em projeto de jogo:
- Camadas de tilemap (desde o Aseprite 1.3, lançado em beta em 2021). Você desenha um tileset e pinta o cenário com tiles que se atualizam juntos: mudou o tile de grama, a fase inteira muda. No LibreSprite existe só o modo tiled, que repete o desenho para você criar texturas que encaixam, mas não é um tilemap.
- Grupos de camada. No Aseprite você organiza braço, arma e efeitos em pastas. O LibreSprite não tem grupos, e desde a versão 1.3 achata os grupos quando abre um
.ase. - Slices. Áreas nomeadas dentro do sprite, com suporte a 9-slice e pivô, exportadas no JSON. Útil para botões e janelas de interface que esticam sem distorcer. O LibreSprite não tem.
- Scripts em Lua e extensões. O Aseprite tem uma API de scripts em Lua desde a versão 1.2.10 e um sistema de extensões para temas, paletas e comandos. O LibreSprite tem scripts próprios em JavaScript, com uma API diferente: scripts e extensões do Aseprite não rodam nele.
- Ferramenta de texto interativa, simetria diagonal e a janela Run Command (Ctrl+Space), que entraram entre 2024 e 2025.
- Exportação mais flexível. Opções como sprite sheet com tamanho em potência de 2 (Aseprite 1.3.18), divisão por tags e camadas e dados em JSON com tags e slices.
O que os dois têm em comum, e é a base do trabalho: camadas e frames, onion skin, preview de animação em tempo real, paletas, modo indexado, ferramentas de precisão (contorno preenchido, polígono, modo shading) e exportação de sprite sheet.
A escolha do editor resolve uma parte pequena do problema. A parte grande é saber o que desenhar, em que tamanho, com qual paleta e como organizar as animações para a engine, de forma que o jogo inteiro fique coerente e não só o primeiro personagem.
Interface e compatibilidade de arquivos .ase
Quem aprende num, usa o outro em minutos. Atalhos básicos, timeline, barra de ferramentas e menus seguem a mesma lógica do Aseprite 1.1. O Aseprite atual tem visual mais refinado, tema escuro, painéis encaixáveis e muitas pequenas melhorias de fluxo, mas a base é reconhecível.
Sobre arquivos:
- Aseprite abrindo arquivo do LibreSprite: funciona. O formato do LibreSprite é o
.aseantigo, que o Aseprite lê. - LibreSprite abrindo arquivo do Aseprite: funciona com perdas. Grupos são achatados, camadas de tilemap e slices não são preservados. Se você salvar por cima no LibreSprite, perde esses dados no arquivo.
- Regra prática: se a equipe mistura os dois, combine que o
.aseprincipal só usa camadas e frames simples, ou mantenha cópias separadas.
Um detalhe de atalho que confunde quem alterna entre os dois: no Aseprite atual, Export Sprite Sheet fica em Ctrl+E. No LibreSprite, o mesmo comando está em File > Export > Export Sprite Sheet com o atalho Ctrl+Alt+E. Outros atalhos que você vai usar o tempo todo são iguais nos dois: F3 liga o onion skin, Enter toca a animação e Shift+R abre o Replace Color. No LibreSprite, a conversão para paleta fica em Sprite > Color Mode > Indexed (No Dithering), e no Aseprite em Sprite > Color Mode > Indexed, com as opções de dithering num item separado.
Desempenho e atualizações
Os dois são leves e rodam bem em máquina modesta, porque sprites de jogo são imagens pequenas. A diferença está no ritmo de atualização:
- O Aseprite solta versões com frequência. Só em setembro de 2026 saíram três versões de correção da linha 1.3.18.
- O LibreSprite tem um ritmo mais espaçado e depende de voluntários. Antes da 1.3 de outubro de 2026, a versão anterior estável era a 1.1, de dezembro de 2023, com uma 1.2 marcada como pré-lançamento em março de 2025.
Para um jogo que você vai fazer em alguns meses, isso pesa pouco: o que funciona hoje vai continuar funcionando. Para quem quer recursos novos todo ano, pesa.
Qual usar no seu projeto
Use LibreSprite se:
- O jogo é pequeno, com sprites de personagem, inimigos e itens animados.
- Você monta o cenário na engine (TileMap da Godot, Tilemap da Unity) a partir de um tileset exportado como imagem.
- Você quer software livre ou precisa instalar em várias máquinas sem custo, como num laboratório de escola.
- Você está aprendendo e quer seguir tutoriais de Aseprite sem pagar.
Use Aseprite se:
- Você desenha cenário com tiles dentro do editor e quer ver a fase montada antes da engine.
- O projeto tem muita interface (botões, janelas, barras) e slices economizam trabalho.
- Você quer automatizar exportação com scripts Lua ou usar extensões da comunidade.
- Você vai abrir arquivos
.asepritede outras pessoas, de pacotes de asset ou de equipe.
Um caminho bem comum: começar no LibreSprite, aprender o fluxo e migrar para o Aseprite quando sentir falta de tilemap ou grupos. Como a interface é parecida, a troca custa pouco. O post sobre Aseprite para jogos mostra o fluxo de exportação que você vai usar nos dois.
Download seguro do LibreSprite
Baixe só de fontes oficiais:
- GitHub: github.com/LibreSprite/LibreSprite/releases. Pegue o arquivo do seu sistema em Assets:
windows-x86_64-installer.exeou.zipno Windows,.AppImageno Linux,.dmgno macOS (arm64 para Apple Silicon, x86_64 para Intel). - Site do projeto: libresprite.github.io, que aponta para as mesmas versões.
Evite sites de download de terceiros. Eles costumam empacotar instaladores com adware ou servir versões antigas. Se você usa Linux, confira se a sua distribuição tem o pacote no repositório oficial ou no Flathub.
Se o objetivo é comparar mais opções gratuitas além desses dois, o post sobre programa de pixel art gratuito coloca LibreSprite, Pixelorama, Piskel, GIMP e Krita lado a lado.
Próximo passo
Instale o LibreSprite, abra um canvas de 32x32 e faça um ciclo de caminhada de 4 frames com onion skin. Se em algum momento você pensar "queria agrupar essas camadas" ou "queria pintar o cenário com tiles aqui dentro", é sinal de que o Aseprite vai valer o investimento. Se não pensar, o grátis está cumprindo o papel e você pode seguir produzindo.
Perguntas frequentes
O LibreSprite é o Aseprite de graça?
É um fork gratuito de uma versão antiga do Aseprite, de agosto de 2016. A interface e o fluxo são muito parecidos, mas tudo o que o Aseprite ganhou desde então, como tilemap, slices, grupos de camada e scripts em Lua, não existe no LibreSprite.
O LibreSprite abre arquivos .ase do Aseprite?
Abre, com perdas. Desde a versão 1.3, grupos de camada são achatados ao carregar, e recursos que o LibreSprite não tem, como camadas de tilemap e slices, não são preservados. Arquivos com camadas e frames simples funcionam bem.
Onde baixar o LibreSprite com segurança?
Na página de releases do repositório oficial no GitHub (github.com/LibreSprite/LibreSprite/releases) ou pelo site libresprite.github.io. Evite sites de download de terceiros, que costumam empacotar instaladores com adware.
Vale a pena pagar o Aseprite se o LibreSprite é grátis?
Se você vai montar cenário com tiles, usar slices para interface ou automatizar exportação com scripts, sim. Se vai fazer sprites e animações simples para um jogo pequeno, o LibreSprite resolve.

